PROJETO PEDAGÓGICO: ELMER, O ELEFANTE XADREZ Tema: Elmer, o Elefante Xadrez – Diversidade, identidade e valorização das diferenças Público-alvo: Educação Infantil e possibilidade de adaptação para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental- SAISE EDUCAR- GRATUITO
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PROJETO PEDAGÓGICO: ELMER, O ELEFANTE XADREZ
Tema: Elmer, o Elefante Xadrez – Diversidade, identidade e valorização das diferenças
Público-alvo: Educação Infantil e possibilidade de adaptação para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Duração sugerida: 1 a 2 semanas
Áreas envolvidas: Linguagem, Artes, Matemática, Natureza e Sociedade, Movimento, Música e desenvolvimento socioemocional.
1. APRESENTAÇÃO DO PROJETO
O projeto pedagógico “Elmer, o Elefante Xadrez” tem como objetivo utilizar a literatura infantil como ponto de partida para trabalhar temas fundamentais ao desenvolvimento das crianças, especialmente diversidade, identidade, respeito, convivência e valorização das diferenças. A proposta parte da história de Elmer, um elefante diferente dos demais, para criar situações de aprendizagem nas quais as crianças possam perceber que cada pessoa possui características, preferências, habilidades, formas de aprender e maneiras de se expressar que devem ser respeitadas. O projeto pode ser desenvolvido de maneira lúdica, envolvendo contação de história, rodas de conversa, pinturas, colagens, jogos, músicas, atividades de reconhecimento da identidade, brincadeiras coletivas e produções artísticas.
2. JUSTIFICATIVA
Trabalhar a diversidade desde a infância é importante para construir relações baseadas no respeito e na empatia. As crianças convivem diariamente com colegas que possuem diferentes características físicas, personalidades, interesses, ritmos de aprendizagem, formas de comunicação e experiências familiares. Por meio de Elmer, é possível criar uma abordagem acessível para conversar sobre essas diferenças sem transformar a diversidade em algo negativo ou em motivo de comparação. O professor pode mostrar que ser diferente não significa ser melhor ou pior, mas simplesmente possuir características próprias. Dessa forma, o projeto contribui para o desenvolvimento de atitudes de respeito, acolhimento, cooperação e valorização de cada criança.
3. OBJETIVO GERAL
O principal objetivo é promover experiências educativas que levem as crianças a reconhecer e valorizar as diferenças existentes entre as pessoas, desenvolvendo autoestima, identidade, respeito, empatia, criatividade e capacidade de convivência. A história de Elmer pode ser utilizada como elemento disparador para que as crianças reflitam sobre aquilo que as torna únicas e sobre a importância de respeitar os colegas. O professor deve conduzir as atividades de forma positiva, evitando comparações que possam constranger as crianças e valorizando diferentes maneiras de participar das propostas.
4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Durante o projeto, pretende-se estimular o reconhecimento da própria identidade; ampliar a capacidade de expressar sentimentos e opiniões; desenvolver a oralidade; incentivar a escuta dos colegas; compreender que as pessoas possuem características diferentes; estimular atitudes de respeito e cooperação; desenvolver a criatividade por meio das artes; trabalhar cores, formas, sequências e quantidades; ampliar o contato com a literatura infantil; desenvolver a coordenação motora fina; favorecer experiências coletivas e fortalecer a percepção de pertencimento ao grupo. Os objetivos podem ser ajustados conforme a idade e as necessidades da turma.
5. CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS DA BNCC
Na Educação Infantil, o projeto pode ser relacionado principalmente aos campos de experiências “O eu, o outro e o nós”, “Corpo, gestos e movimentos”, “Traços, sons, cores e formas”, “Escuta, fala, pensamento e imaginação” e “Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações”. Entre os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que podem ser mobilizados estão EI03EO01, relacionado à demonstração de empatia pelos outros; EI03EO03, relacionado à ampliação das relações interpessoais e participação em situações de cooperação; EI03EO04, relacionado à comunicação de ideias e sentimentos; EI03EO05, relacionado à valorização das características do próprio corpo e respeito às características dos outros; EI03TS02, relacionado à expressão por meio de desenho, pintura, colagem e outras produções; e EI03EF01, relacionado à expressão de ideias, desejos e sentimentos por meio da linguagem oral e escrita espontânea.
6. DESENVOLVIMENTO DA CONTAÇÃO DA HISTÓRIA
O primeiro momento pode ser reservado para uma contação envolvente da história de Elmer. Antes de iniciar, o professor pode apresentar uma imagem de um elefante colorido e perguntar às crianças o que observam, quais cores aparecem e por que aquele elefante parece diferente. Durante a contação, é interessante fazer pequenas pausas para estimular a participação, perguntando o que as crianças imaginam que acontecerá depois, como determinado personagem pode estar se sentindo e o que elas fariam naquela situação. Não é necessário reproduzir o texto integral da obra; o professor pode utilizar o livro disponível legalmente e fazer uma mediação própria, respeitando os direitos autorais.
7. RODA DE CONVERSA: SOMOS DIFERENTES
Depois da história, o professor pode organizar uma roda de conversa com perguntas simples e adequadas à faixa etária: “O que fazia Elmer ser diferente?”, “O que torna você especial?”, “As pessoas precisam ser iguais para serem amigas?”, “O que podemos fazer quando alguém é diferente de nós?”, “Como podemos tratar nossos colegas com respeito?”. As respostas devem ser acolhidas sem julgamentos. O professor pode registrar algumas falas das crianças em um cartaz coletivo intitulado “Na nossa turma, cada um é especial”. Essa atividade trabalha oralidade, escuta, identidade, argumentação inicial e convivência.
8. ATIVIDADE PRONTA – MEU ELEFANTE, MINHAS CORES
Entregue a cada criança o desenho de um elefante dividido em vários espaços. Solicite que cada criança escolha livremente as cores que deseja utilizar. Depois, converse sobre as escolhas realizadas. O objetivo não é fazer todos os desenhos iguais, mas mostrar que cada produção pode apresentar uma combinação diferente. Ao final, reúna todos os trabalhos em um mural com o título “Nossa turma é colorida porque somos diferentes”. A proposta pode trabalhar coordenação motora, reconhecimento de cores, criatividade, autonomia e valorização da produção individual.
9. ATIVIDADE PRONTA – MEU NOME, MINHA IDENTIDADE
Prepare cartões com o nome de cada criança e proponha uma atividade de reconhecimento do próprio nome. Cada criança poderá decorar seu cartão utilizando desenhos, colagens ou pequenas ilustrações que representem coisas de que gosta. O professor pode perguntar: “Qual é a sua brincadeira preferida?”, “Qual animal você gosta?”, “Qual cor você escolheria para representar você?”. Ao final, os cartões podem formar um painel coletivo chamado “Quem somos nós?”. Para crianças maiores, a proposta pode incluir a escrita espontânea do próprio nome e de palavras relacionadas às suas preferências.
10. ATIVIDADE PRONTA – O ELEFANTE DAS DIFERENÇAS
Desenhe ou disponibilize vários elefantes com características variadas, como tamanhos, cores, estampas e expressões diferentes. Peça que as crianças observem as imagens e encontrem diferenças e semelhanças. Depois, faça perguntas como: “Qual deles é diferente?”, “Podemos escolher apenas um para brincar?”, “Todos podem fazer parte da turma?”. A intenção é mostrar que diferenças não impedem a convivência. Para finalizar, cada criança poderá criar seu próprio elefante, escolhendo livremente suas características.
11. ATIVIDADE PRONTA – TODOS JUNTOS FORMAMOS UM MURAL
Entregue pequenas partes de um grande elefante desenhado em papel. Cada criança receberá uma parte para colorir ou decorar. Depois, o professor reunirá todas as partes para formar um único elefante coletivo. Durante a montagem, explique que cada pedaço possui uma função importante para completar a imagem. A atividade é excelente para trabalhar cooperação e pertencimento, pois a criança percebe concretamente que sua participação contribui para uma produção realizada pelo grupo. O mural pode receber a frase: “Cada um é importante para formar a nossa turma.”
12. ATIVIDADE DE MATEMÁTICA – CORES E QUANTIDADES
O tema pode ser utilizado para desenvolver conceitos matemáticos de maneira lúdica. O professor pode apresentar cartões coloridos e solicitar que as crianças contem quantos cartões de cada cor existem. Em seguida, podem organizar as cores em grupos, comparar quantidades, identificar onde há mais ou menos elementos e criar sequências simples. Para crianças maiores, é possível propor desafios como: “O elefante possui 5 quadrados azuis e 3 amarelos. Quantos quadrados temos ao todo?”. A complexidade deve ser adequada à idade.
13. ATIVIDADE DE SEQUÊNCIA E PADRÕES
Utilize quadrados coloridos para criar sequências inspiradas na aparência de Elmer. Por exemplo: azul, amarelo, azul, amarelo; ou vermelho, verde, azul, vermelho, verde, azul. As crianças deverão continuar a sequência. Depois, poderão criar seus próprios padrões para que os colegas descubram a lógica. Essa proposta trabalha observação, memória, atenção, organização do pensamento e percepção de regularidades. Na Educação Infantil, o professor pode começar com sequências curtas e utilizar materiais concretos antes de passar para registros no papel.
14. ATIVIDADE DE ARTES – CRIANDO MEU ELMER
Cada criança poderá receber um molde de elefante e diversos materiais, como papéis coloridos, giz de cera, lápis de cor, tinta, revistas para recorte, pedaços de papel e materiais reutilizáveis seguros. A proposta é permitir que cada criança construa um elefante diferente. O professor deve evitar apresentar um modelo que todos precisem copiar exatamente. A atividade valoriza a autonomia artística e permite que as crianças experimentem cores, texturas, formas e diferentes técnicas de composição.
15. ATIVIDADE DE COLAGEM – ELEFANTE COLORIDO
Prepare pequenos quadrados de papel colorido. As crianças deverão preencher o corpo do elefante utilizando os quadrados, podendo organizar as cores livremente. Para crianças pequenas, o professor pode disponibilizar os materiais já recortados. Para crianças maiores, elas podem participar do recorte, sempre com materiais adequados e supervisão. Além do desenvolvimento da coordenação motora fina, a proposta permite trabalhar noções de espaço, composição, cores e planejamento da produção.
16. ATIVIDADE SOBRE EMOÇÕES
O professor pode apresentar diferentes expressões faciais e conversar sobre sentimentos como alegria, tristeza, medo, surpresa, tranquilidade e frustração. Em seguida, pode perguntar como uma criança se sente quando é acolhida por seus colegas e como pode se sentir quando alguém não respeita suas características. A turma pode produzir um painel chamado “Na nossa turma, cuidamos dos sentimentos”. A atividade não deve obrigar nenhuma criança a revelar situações pessoais; ela pode trabalhar com personagens fictícios e situações imaginadas.
17. BRINCADEIRA – ELMER DISSE
Inspirada em brincadeiras de comando, o professor pode realizar a dinâmica “Elmer disse”. Quando o professor falar “Elmer disse: coloque as mãos na cabeça”, as crianças realizam o movimento. Quando a frase não começar com “Elmer disse”, elas permanecem paradas. A brincadeira pode envolver movimentos variados, como bater palmas, caminhar devagar, levantar um braço, girar ou imitar um elefante. A atividade trabalha atenção, compreensão de comandos, movimento corporal e participação coletiva.
18. MÚSICA E MOVIMENTO
O professor pode criar uma música simples e original sobre cores, amizade e respeito, acompanhada de movimentos corporais. As crianças podem imitar movimentos de um elefante, caminhar em diferentes direções, bater palmas e formar uma roda. Também é possível trabalhar intensidade, ritmo, velocidade e pausas. O objetivo não é apenas divertir, mas proporcionar experiências corporais e musicais relacionadas ao tema do projeto. A atividade pode terminar com uma roda coletiva em que todos fazem um movimento escolhido pela turma.
19. PRODUÇÃO COLETIVA – LIVRO DA TURMA
Uma excelente proposta é construir um pequeno livro coletivo chamado “Nossa Turma é Especial”. Cada criança poderá produzir uma página com desenho e, com ajuda do professor, registrar uma frase sobre si mesma. Para crianças que ainda não escrevem, o professor poderá escrever exatamente o que a criança disser, valorizando sua autoria oral. As páginas podem ser reunidas e encadernadas. O livro pode ficar disponível no espaço de leitura para que as crianças revisitem suas produções ao longo do projeto.
20. ATIVIDADE PARA ENVOLVER A FAMÍLIA
O professor pode enviar uma proposta simples para casa: a família deverá conversar com a criança sobre uma característica, habilidade ou preferência que considera especial nela. A criança poderá trazer um desenho ou pequeno registro para compartilhar com a turma. É importante deixar claro que não existe resposta certa e que nenhuma família precisa expor informações pessoais. O objetivo é aproximar escola e família e fortalecer a percepção de identidade e pertencimento da criança.
21. ADAPTAÇÕES PARA DIFERENTES ALUNOS
O projeto pode ser adaptado para crianças com diferentes necessidades e ritmos de aprendizagem. Para crianças que apresentam dificuldades de comunicação oral, o professor pode oferecer imagens, cartões de escolha, gestos e outras formas de comunicação. Para crianças com dificuldades motoras, podem ser utilizados materiais maiores, lápis adaptados, papéis mais fáceis de manipular e alternativas à atividade de recorte. Para crianças que necessitam de maior apoio visual, as instruções podem ser apresentadas em etapas, com imagens demonstrativas. Para crianças que se beneficiam de maior previsibilidade, o professor pode apresentar antecipadamente a sequência da atividade.
22. INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE
A inclusão deve estar presente em todas as etapas, e não somente em atividades específicas. O professor deve oferecer diferentes formas de participação e evitar exigir que todas as crianças realizem uma tarefa exatamente da mesma maneira. Uma criança pode pintar, outra pode colar, outra pode escolher materiais, outra pode responder oralmente e outra pode utilizar recursos de comunicação alternativa. O mais importante é garantir que todas tenham oportunidade real de participar, interagir, aprender e demonstrar o que compreenderam.
23. AVALIAÇÃO DO PROJETO
A avaliação deve ocorrer durante todo o desenvolvimento do projeto, por meio de observação e registros pedagógicos. O professor poderá observar se a criança consegue reconhecer características próprias e dos colegas, participar de rodas de conversa, demonstrar atitudes de respeito, compartilhar materiais, cooperar em atividades coletivas, expressar sentimentos, acompanhar histórias, reconhecer cores e padrões e participar das produções artísticas. Também podem ser guardados desenhos, colagens, registros de falas e fotografias das produções, respeitando as regras de imagem e autorização da instituição e das famílias.
24. INSTRUMENTOS E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Como instrumentos, podem ser utilizados ficha de observação, portfólio, registros escritos do professor, produções artísticas, participação nas rodas de conversa e atividades individuais e coletivas. Alguns critérios podem ser: participação, observando o envolvimento nas propostas; interação, verificando a capacidade de conviver e cooperar; expressão, considerando diferentes formas de comunicação; respeito, observando atitudes diante das diferenças; autonomia, verificando a capacidade de fazer escolhas; e aprendizagem, considerando os avanços apresentados ao longo do projeto. A avaliação deve considerar o desenvolvimento individual da criança e não compará-la com os demais alunos.
25. CULMINÂNCIA E RESULTADOS ESPERADOS
Para finalizar o projeto, a escola pode organizar uma exposição chamada “O Mundo é Mais Bonito Quando Somos Diferentes”, reunindo os elefantes produzidos pelas crianças, o livro coletivo, registros das atividades, sequências de cores, desenhos e frases construídas durante as rodas de conversa. As crianças podem apresentar suas produções para outras turmas ou para as famílias, conforme a organização da escola. Espera-se que, ao final do projeto, as crianças tenham ampliado suas experiências com literatura, arte, linguagem, matemática, movimento e convivência, desenvolvendo principalmente atitudes de respeito, empatia, cooperação e valorização das diferenças. O grande propósito do projeto é mostrar, de maneira lúdica e significativa, que cada criança possui características próprias e que uma turma não precisa ser formada por pessoas iguais para ser unida: a diversidade pode ser justamente aquilo que torna o grupo mais rico, criativo e especial.
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