PROJETO PEDAGÓGICO – A CASA SONOLENTA Tema: A Casa Sonolenta – Família, rotina, sequência de acontecimentos e imaginação Público-alvo: Educação Infantil, com possibilidades de adaptação para o 1º e 2º ano do Ensino Fundamental- SAISE EUCAR- GRATUITO

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PROJETO PEDAGÓGICO – A CASA SONOLENTA

Tema: A Casa Sonolenta – Família, rotina, sequência de acontecimentos e imaginação
Público-alvo: Educação Infantil, com possibilidades de adaptação para o 1º e 2º ano do Ensino Fundamental
Duração sugerida: 1 a 2 semanas
Áreas envolvidas: Literatura, linguagem oral e escrita, matemática, natureza, artes, movimento, música, identidade e convivência.

1. APRESENTAÇÃO DO PROJETO
O projeto pedagógico “A Casa Sonolenta: Família, rotina, sequência de acontecimentos e imaginação” utiliza a literatura infantil como ponto de partida para desenvolver experiências significativas com as crianças. A narrativa apresenta uma casa onde os personagens estão envolvidos em uma situação de descanso e, a partir dos acontecimentos, oferece diversas possibilidades para trabalhar rotina, família, organização temporal, sequência, memória, observação, oralidade e imaginação. O professor poderá explorar a obra sem reproduzir integralmente seu texto, realizando uma mediação própria, utilizando o livro adquirido ou disponibilizado legalmente pela escola.

2. JUSTIFICATIVA
A rotina faz parte da vida das crianças e oferece oportunidades importantes de aprendizagem. Momentos como acordar, tomar café, brincar, ir à escola, realizar atividades, tomar banho, jantar e dormir ajudam a criança a compreender a passagem do tempo e a organizar suas experiências. A história pode ser utilizada para aproximar o conteúdo escolar da realidade infantil, permitindo conversar sobre diferentes formas de organização familiar e sobre hábitos cotidianos. Além disso, a narrativa estimula a imaginação e possibilita atividades de linguagem, matemática, artes, movimento e convivência.

3. OBJETIVO GERAL
O objetivo geral do projeto é proporcionar experiências que permitam às crianças compreender e representar situações relacionadas à rotina, à família, à sequência de acontecimentos e à imaginação. Pretende-se desenvolver a capacidade de observar, organizar, narrar, comparar, antecipar acontecimentos e expressar ideias por diferentes linguagens. Ao mesmo tempo, o projeto busca valorizar diferentes configurações familiares, respeitando as características e experiências de cada criança.

4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
O projeto pretende estimular a escuta e a compreensão de histórias; desenvolver a oralidade; ampliar o vocabulário; reconhecer acontecimentos que ocorrem antes, durante e depois; organizar imagens em sequência lógica; identificar atividades realizadas durante diferentes momentos do dia; reconhecer elementos presentes em uma casa; desenvolver noções de quantidade, tamanho e posição; estimular a criatividade; trabalhar desenho, pintura e colagem; desenvolver coordenação motora; incentivar a participação em atividades coletivas; valorizar diferentes formas de família e estimular a autonomia nas atividades relacionadas à rotina.

5. BNCC – CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS E OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
Na Educação Infantil, o projeto pode contemplar os campos de experiências “O eu, o outro e o nós”, “Corpo, gestos e movimentos”, “Traços, sons, cores e formas”, “Escuta, fala, pensamento e imaginação” e “Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações”. Entre os objetivos que podem ser trabalhados estão EI03EO01, relacionado à demonstração de empatia pelos outros; EI03EO03, relacionado à ampliação das relações interpessoais e participação em situações de cooperação; EI03EO04, relacionado à comunicação de ideias e sentimentos; EI03EO05, relacionado à valorização das características do próprio corpo e respeito às características dos outros; EI03TS02, relacionado à expressão por meio de desenho, pintura, colagem e outras produções; EI03EF01, relacionado à expressão de ideias, desejos e sentimentos por meio da linguagem oral e escrita espontânea; EI03EF04, relacionado à recontagem de histórias ouvidas e à organização da narrativa; EI03ET04, relacionado ao registro de observações, manipulações e medidas usando múltiplas linguagens; e EI03ET07, relacionado à relação entre números e quantidades e à identificação da sequência numérica.

6. PRIMEIRO MOMENTO – APRESENTAÇÃO DA HISTÓRIA
Para iniciar o projeto, o professor poderá organizar um espaço confortável para a contação da história. Antes de apresentar a narrativa, pode mostrar a capa do livro e perguntar: “O que vocês imaginam que existe nessa casa?”, “Por que será que ela é chamada de sonolenta?”, “Quem vocês acham que mora ali?”, “O que pode acontecer durante uma história sobre uma casa onde todos estão dormindo?”. Essas perguntas despertam a curiosidade e permitem identificar os conhecimentos prévios das crianças. Durante a contação, faça pausas para que elas possam observar as imagens, levantar hipóteses e antecipar acontecimentos.

7. RODA DE CONVERSA SOBRE A HISTÓRIA
Depois da leitura, organize uma roda de conversa para que as crianças possam compartilhar suas impressões. Pergunte quais personagens chamaram mais atenção, quais acontecimentos elas lembram e quais partes acharam engraçadas, curiosas ou surpreendentes. Também podem ser feitas perguntas relacionadas à rotina: “Quem costuma dormir na sua casa?”, “O que você faz antes de dormir?”, “O que acontece quando acordamos?”, “Existem momentos em que todos precisam descansar?”. Não é necessário exigir que a criança fale sobre sua família pessoalmente; ela pode responder pensando em personagens ou situações imaginárias.

8. ATIVIDADE PRONTA – ORGANIZANDO A HISTÓRIA
Prepare cartões com imagens que representem acontecimentos da narrativa, sem reproduzir páginas do livro. Misture os cartões e entregue-os às crianças para que organizem uma sequência. O professor poderá perguntar: “O que aconteceu primeiro?”, “O que aconteceu depois?”, “E no final?”. Para crianças menores, utilize três imagens; para crianças maiores, aumente gradualmente a quantidade. Depois, peça que expliquem oralmente a sequência que montaram. Essa atividade desenvolve memória, percepção temporal, linguagem oral, organização do pensamento e compreensão narrativa.

9. ATIVIDADE PRONTA – MINHA ROTINA
Crie cartões com atividades cotidianas, como acordar, escovar os dentes, tomar café, brincar, estudar, tomar banho, jantar e dormir. Cada criança poderá escolher aquelas que fazem parte de sua rotina e organizá-las em uma sequência. O professor pode explicar que as rotinas podem ser diferentes entre as pessoas e famílias. Depois, as crianças poderão desenhar uma atividade que realizam pela manhã, uma à tarde e outra à noite. Essa atividade trabalha noções temporais e também estimula a autonomia e a percepção da organização do próprio dia.

10. ATIVIDADE PRONTA – ANTES, DURANTE E DEPOIS
Apresente situações simples para as crianças organizarem temporalmente. Por exemplo: antes de dormir, colocamos o pijama; durante a história, escutamos; depois da história, podemos guardar o livro. Em cartões, apresente três imagens e peça que a criança identifique o que acontece primeiro, o que acontece depois e o que acontece por último. Para tornar a atividade mais divertida, o professor poderá representar uma pequena sequência com movimentos corporais e pedir que as crianças reproduzam a ordem.

11. ATIVIDADE DE MATEMÁTICA – QUANTOS ESTÃO NA CASA?
Utilizando personagens representados por cartões ou desenhos feitos pelo professor, crie pequenas situações de contagem. Por exemplo: “Há três personagens na casa. Se chegar mais um, quantos teremos?”. Para crianças menores, utilize objetos concretos para representar os personagens. Para crianças maiores, podem ser trabalhadas quantidades maiores e registros com numerais. Também é possível comparar grupos: “Onde há mais personagens?”, “Onde há menos?”, “Há grupos com a mesma quantidade?”. A atividade integra matemática e literatura de maneira contextualizada.

12. ATIVIDADE PRONTA – GRANDE, PEQUENO, ALTO E BAIXO
A história permite explorar comparações entre personagens e objetos. O professor poderá apresentar imagens de camas, casas, móveis e personagens de tamanhos diferentes. As crianças deverão identificar o que é maior, menor, mais alto ou mais baixo. Depois, podem organizar três ou quatro objetos do menor para o maior. Essa proposta trabalha percepção visual, comparação, classificação e vocabulário matemático. É importante utilizar objetos concretos sempre que possível para que a criança possa observar e manipular os elementos.

13. ATIVIDADE DE ARTES – MINHA CASA IMAGINÁRIA
Convide as crianças a desenharem uma casa imaginária. Pergunte: “Como seria uma casa onde todos poderiam descansar?”, “Que quartos teria?”, “Haveria uma biblioteca?”, “Haveria um jardim?”, “Quem poderia morar nela?”. As crianças poderão desenhar livremente e depois apresentar suas produções para a turma. O professor deve valorizar as diferentes ideias, sem exigir um modelo único de casa. A atividade desenvolve criatividade, representação gráfica, oralidade e imaginação.

14. ATIVIDADE PRONTA – MONTANDO UMA CASA
Disponibilize formas geométricas de papel, como quadrados, retângulos, triângulos e círculos. As crianças poderão montar uma casa utilizando essas formas. Depois, o professor poderá perguntar quais formas foram utilizadas e quantas aparecem na produção. Para crianças maiores, proponha desafios como: “Quantos quadrados você utilizou?”, “Qual forma usou para o telhado?”, “Quantas janelas colocou?”. A proposta integra artes e matemática e também trabalha percepção espacial.

15. ATIVIDADE DE LINGUAGEM – O QUE ACONTECEU?
O professor poderá apresentar uma imagem relacionada à história e pedir que as crianças construam oralmente uma narrativa. Pergunte: “Quem está nessa cena?”, “O que aconteceu antes?”, “O que pode acontecer depois?”. Para crianças que ainda não conseguem narrar uma história completa, ofereça perguntas mais específicas. Para crianças maiores, incentive a criação de frases com começo, meio e fim. O professor poderá registrar algumas falas e depois lê-las para a turma, mostrando que aquilo que as crianças dizem também pode ser transformado em registro escrito.

16. ATIVIDADE – CRIANDO UM NOVO FINAL
Depois de conhecer a história, convide as crianças a imaginar um final diferente. Pergunte: “E se alguma coisa inesperada acontecesse?”, “E se os personagens acordassem mais cedo?”, “E se a casa pudesse falar?”, “E se aparecesse um novo personagem?”. Cada criança poderá desenhar sua ideia e explicar para os colegas. Para crianças maiores, o professor pode ajudar na elaboração de uma pequena narrativa coletiva. Essa atividade estimula criatividade, linguagem, imaginação e capacidade de construir hipóteses.

17. BRINCADEIRA DE MOVIMENTO – ESTÁTUA SONOLENTA
Organize uma brincadeira de movimento inspirada no tema do descanso. Enquanto uma música toca, as crianças poderão caminhar, dançar ou realizar movimentos pelo espaço. Quando a música parar, deverão ficar imóveis como se estivessem dormindo. Depois, a música retorna e todos continuam. O professor pode variar os comandos, solicitando que as crianças caminhem devagar, rapidamente, como gatos, como ursos ou como personagens imaginários. A atividade trabalha atenção, equilíbrio, controle corporal e expressão.

18. ATIVIDADE DE MÚSICA E SONS DA CASA
Convide as crianças a identificar sons que podem existir dentro e fora de uma casa: relógio, chuva, vento, passos, portas, pássaros, água, objetos sendo organizados e outros sons cotidianos. O professor pode produzir alguns sons utilizando o próprio corpo ou objetos seguros e perguntar o que eles representam. Depois, a turma pode criar uma pequena “paisagem sonora” de uma casa durante o dia e durante a noite. A atividade desenvolve percepção auditiva, memória, criatividade e expressão musical.

19. ATIVIDADE PRONTA – O RELÓGIO DA ROTINA
Prepare um relógio pedagógico grande, sem necessidade de trabalhar horários exatos com crianças pequenas. Utilize imagens para representar manhã, tarde e noite. As crianças deverão relacionar atividades aos diferentes períodos do dia. Por exemplo: acordar pode ser relacionado à manhã; brincar ou realizar determinadas atividades pode acontecer à tarde; jantar e dormir podem estar relacionados à noite. Para crianças maiores, o professor poderá introduzir gradualmente horários simples, relacionando-os às rotinas escolares.

20. ATIVIDADE DE FAMÍLIA E CONVIVÊNCIA
O tema “família” deve ser trabalhado de forma inclusiva, reconhecendo que as famílias são diferentes. O professor pode propor a atividade “Quem cuida de mim?”, sem exigir que todas as crianças apresentem a mesma estrutura familiar. A criança poderá desenhar pessoas importantes em sua vida, podendo ser familiares ou outros adultos responsáveis por seus cuidados. Depois, poderá falar sobre uma atividade que gosta de realizar com essas pessoas. O objetivo é valorizar vínculos, cuidado, afeto e pertencimento, respeitando as diferentes realidades familiares.

21. ATIVIDADE DE COLAGEM – A CASA DOS MEUS SONHOS
Entregue uma folha com o contorno de uma casa ou permita que a criança construa sua própria representação. Disponibilize papéis coloridos, revistas, formas geométricas, lápis, giz de cera e outros materiais adequados. A criança poderá criar uma casa imaginária, incluindo os espaços que desejar. Para tornar a atividade mais rica, peça que ela pense em quem gostaria de receber nessa casa, quais objetos existiriam e o que as pessoas fariam ali. Ao final, cada criança poderá apresentar sua criação.

22. ADAPTAÇÕES PARA DIVERSOS ALUNOS
As atividades devem ser adaptadas de acordo com as necessidades, possibilidades e ritmos de cada criança. Para alunos que apresentam dificuldades de comunicação oral, o professor pode utilizar cartões de imagens, escolhas visuais, gestos e outras formas de comunicação disponíveis. Para crianças com dificuldades motoras, podem ser utilizados materiais maiores, instrumentos adaptados e alternativas ao recorte. Para alunos que precisam de apoio visual, as etapas podem ser apresentadas por imagens: 1 – ouvir a história; 2 – escolher; 3 – realizar; 4 – guardar. Crianças que necessitam de maior previsibilidade podem contar com uma rotina visual da aula. Para alunos que apresentam maior facilidade, podem ser acrescentados desafios de criação de histórias, sequências maiores e registros escritos.

23. AVALIAÇÃO DO PROJETO
A avaliação deverá acontecer durante todo o processo, considerando a participação, os avanços e as diferentes formas de expressão das crianças. O professor poderá observar se a criança consegue acompanhar e comentar uma história, organizar acontecimentos em sequência, reconhecer momentos da rotina, expressar ideias e sentimentos, participar de brincadeiras coletivas, identificar relações de antes e depois, realizar contagens, comparar tamanhos, produzir desenhos e colagens e demonstrar autonomia. A avaliação não deve ser baseada somente em uma atividade final, mas no acompanhamento contínuo do desenvolvimento.

24. INSTRUMENTOS E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Podem ser utilizados como instrumentos portfólio individual, registros de observação, produções artísticas, atividades de sequência, desenhos, registros de falas, atividades matemáticas, fotografias das produções e relatos do professor. Entre os critérios, podem ser observados: participação; oralidade; compreensão da sequência dos acontecimentos; reconhecimento de elementos da rotina; criatividade; coordenação motora; capacidade de comparar e organizar; interação com os colegas; autonomia; respeito às diferentes famílias; capacidade de expressar sentimentos e ideias. O professor poderá registrar os avanços individuais e planejar novas intervenções para as habilidades que ainda estão em desenvolvimento.

25. CULMINÂNCIA E RESULTADOS ESPERADOS
Como culminância, pode ser organizada uma “Exposição da Casa Sonolenta”, reunindo desenhos, casas construídas com formas geométricas, sequências de acontecimentos, relógios da rotina, produções artísticas e o livro coletivo criado pela turma. As crianças poderão apresentar suas produções para outras turmas ou para as famílias, conforme a organização da escola. Ao final, espera-se que tenham ampliado suas experiências com literatura, linguagem, matemática, artes, movimento e imaginação, compreendendo melhor as noções de rotina e sequência e desenvolvendo maior capacidade de narrar acontecimentos. Também se espera que o projeto contribua para a valorização das diferentes famílias, o respeito às experiências dos colegas, a autonomia e a participação nas atividades coletivas. A principal mensagem do projeto é que as histórias podem transformar situações simples do cotidiano em oportunidades para imaginar, conversar, aprender, criar e compreender melhor o mundo ao nosso redor.





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